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O perigo mora em casa

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18.06.2010 | Fernanda Dantas | 2 Comentários Geral | Tags: , , , ,


Escrever sobre internet, mídias sociais, ações bacanas e pesquisas sobre mídias digitais é sempre um grande desafio. Hoje existe um sem-número de blogs que já tratam exaustivamente o assunto. Aceito o desafio, mas proponho um viés. Inicio hoje uma série de posts sobre as novas mídias e as crianças.

Deixando de lado essas polêmicas denominações e padronizações de comportamento de gerações, vou utilizar os termos para facilitar a identificação do público. A tão falada Geração Y – jovens entre 19 e 35 anos, também conhecidos como “nativos digitais” (inclusive eu!) – já estão no mercado de trabalho, são multitarefas e participam ativamente das redes sociais e do ambiente digital.

Inúmeras pesquisas já apontam as características e perfis desses jovens, mas sempre trazem alguma novidade. Numa pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Mercados de Capitais (Ibmec) a novidade é dividir esses jovens em quatro perfis distintos: engajados, preocupados, céticos e desapegados.  Mas isso já é uma outra história, que você pode entender aqui.

Meu interesse é falar sobre a Geração Z. Isso mesmo! Ela já existe. Já deram um nome para os filhos da Geração Y. E eu, que tenho dois desses lá em casa, posso afirmar: eles são mais engajados digitalmente e preocupados com os recursos digitais que a vida pode oferecer.  E mais: ao contrário de nós, que pedíamos para a mãe parar o carro bem longe da escola na hora da saída, evitando constrangimentos com os colegas, a Geração Z tem orgulho de seus pais. Eles querem exibir não só papai e mamãe, mas os gadgets que eles possuem.

Pais legais não existem mais. Agora são “cool” e carregam objetos desejados por seus filhos, como os smartphones. E touchscreen e aplicativos não são problemas. Eles sabem muito bem como lidar com esses obstáculos. Para quem convive com essa tal ‘Geração Z’ isso não é nenhuma novidade.

Preocupados em mostrar em forma de pesquisa e números esse engajamento das crianças, a Marketing Week encomendou uma pesquisa à Fly Research e Discovery Reserch, que confirmou: as crianças de hoje sentem mais falta de seus pais do que da televisão, dos games, dos filmes e da Internet. E mais: as crianças de seis a 11 anos sabem muito bem o que querem e o que devem indicar para seus pais comprarem, inclusive quando o assunto é tecnologia. Mas isso já é assunto para um próximo post…

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Comentrios

| 2 Comentários |

Paulo Henrique Lemos
Em 21.06.2010

Muito bom, Fê!

Um post informativo, gostoso de ler e escrito com conhecimento de causa. Queremos mais!

Um beijo e bom trabalho!

Paulinho.

Ana Paula Palu
Em 24.06.2010

‘Mamãe eu quero um iPhone’
Minha filha de sete anos sempre fica com meu celular quando eu troco de aparelho. Seu uso até então era mais, por ela, pra joguinhos, e por mim, por segurança. Agora ela está na torcida para uma nova troca, que não pretendo fazer tão cedo. Mas se perguntam a ela, – quer falar com quem pelo celular? Falar não, responde ela. ‘Quero colocar o que estou pensando no Twitter, ver quem adicionou a mamãe no facebook, quero jogar com meus amigos’ – pelo celular. Quero ver se amanha vai fazer calor ou frio, quero ver no calendário quantos dias faltam pra o final de semana, quero ver vídeos no youtube quando não tiver nada o que fazer’. Me perguntam se acho que a geração z vai ser alienada. Respondo que não. A relação pessoal vai sair fortalecida com a comunicação virtual. O primeiro passo, principalmente aos tímidos, pode ser dado via web, falar pessoalmente vai ficar mais fácil. As redes sociais vão agregar na comunicação, e dificilmente se tornar um empecilho. A troca de experiências vai fazer com que menos pessoas errem. Mas Geração x ou y vão ter que acompanhar.